23 de dezembro de 2013

Ciúmes no Casal

Em algum momento da vida, já todos fomos, naturalmente, assolados por uma pitada de ciúme nas nossas relações afetivas, sem que este tenha afetado ou condicionado o equilíbrio emocional da relação.

Existem, contudo, situações em que o casal é tomado de assalto por ciúmes, deixando que estes afetem a capacidade de agir de um ou dos dois conjuges,  provoquem “danos” no equilíbrio emocional do relacionamento e conduzam, em situações extremas, aos caos e destruição da relação.

Falamos de Ciúme, um sentimento de caráter instintivo e natural que condiciona o nosso comportamento e que surge como resposta face a uma ameaça percebida, real ou imaginária, no nosso território afetivo.

Sentir ciúmes é normal?

Diversos estudos na área da psicologia consideram  normal, que em algum momento da nossa relação, sobretudo em situações em que exista uma ameaça real de perda ou de traição, possamos sentir ciúmes, sinal da importância que esta relação tem para nós e do quanto procuramos preservá-la.

Reconhecer este sentimento e saber gerir o mesmo é uma ação internamente saudável que contribui para um maior autoconhecimento!

Quando o grau de ansiedade é elevado, quando não existe nenhuma ameaça real, nem qualquer controlo sob o modo como lidamos com estas emoções, quando perdemos a capacidade de fazermos as nossas escolhas e sofremos com este sentimento, sentir ciúmes é doença! Podendo ser considerado como um distúrbio de personalidade e de extrema insegurança!


Porque sentimos ciúmes

Normalmente, por instinto de preservação da relação, necessidade de segurança e proteção face a um medo, real ou irreal de perder o amor da pessoa amada!

Tendemos por vezes, inconscientemente, a confundir e/ou a associar o amor e o carinho pela pessoa amada com um sentimento de posse e de poder sobre a mesma, o que nos leva a um estado de maior alerta sobre determinadas situações que julgamos serem, mas na realidade não o são, uma ameaça a este sentimento. 

O peso e enraizamento de determinadas crenças nos nossos padrões comportamentais, tais como a ideia de que a atenção e controlo sobre a pessoa amada, são uma demonstração de amor, necessária para manter o relacionamento, fazem com que sintamos ciúmes ao mínimo sinal de baixa desta guarda que secretamente fazemos, especialmente quando surge alguma situação que implique maior liberdade para a pessoa amada!

Com alguma frequência, sentimos ciúmes por uma questão muito mais abrangente do que a presente relação que temos. Traumas de infância, falta de confiança em nós próprios associada a uma baixa autoestima, um passado de relações marcado pela traição e abandono, podem em qualquer momento e por qualquer motivo, levar-nos a sentir ciúmes pelo receio inconsciente de rejeição.

Neste caso, sobretudo quando não conseguimos lidar com os efeitos deste modo de sentir quer sob o ponto de vista individual, quer sob o ponto de vista relacional, devemos procurar ajuda de um profissional, quer sob a forma de uma intervenção individual, devendo o foco da intervenção ser a autoestima da pessoa que sente ciúmes, quer sob a forma de terapia de casal, por forma a recuperar o equilíbrio emocional da relação.

Impacto dos ciúmes no casal

Se para alguns autores, o ciúme dito “normal”, manifesto em situações de real possibilidade de perda, de traição ou como sinal da importância da relação e do quanto procuramos preservá-la pode “apimentar” a mesma, para a maioria não será assim tão linear.

Se na realidade pretendermos valorizar a nossa relação, podemos sempre optar por um maior zelo, respeito e preocupação pelo bem estar do casal, criando condições para que ambos se sintam amados, compreendidos, respeitados e protegidos. Quando a base da relação é o amor e uma verdadeira admiração pela pessoa com a qual partilhamos a nossa vida, zelamos em primeiro lugar pela sua felicidade, integridade e liberdade. A honestidade será sempre um valor a preservar e neste caso, qualquer “pitada” de ciúme poderá, em conjunto, ser abordada de uma forma sensata, através de um diálogo franco e aberto, para que se esclareça. Desta forma o seu impacto é positivo, uma vez reforça os laços de confiança e abertura da relação e de cada um dos seus conjuges. 

Quando associados a razões diversas que não uma ameaça real à integridade da relação e sentidos com sofrimento e falta de controlo, por parte de quem os manifesta, os ciúmes provocam “danos” no equilíbrio emocional da relação, tornando-se num verdadeiro veneno para o relacionamento. A sua essência passa por emoções primitivas, como a inveja e o seu impacto pode ser altamente disruptivo!

O que fazer para lidar com os ciúmes e passar a ter um relacionamento saudável

J  Tome consciência da sua existência! É o primeiro passo para lidar com eles de um modo mais coerente e sem traumas.
J  Seja honesto para consigo e para com o seu parceiro, fale abertamente sobre o seu sentimento e procure perceber se este tem fundamento! A sinceridade é excelente  contra o desejo de manipular e controlar os outros.
J  Aproveite esta abertura e sinceridade para refletir em conjunto com o seu parceiro, sobre o estado da relação, o impacto que este seu sentimento teve sobre a mesma, sobre o que sentem um pelo outro e como podem reforçar e “apicantar” de um modo saudável e estimulante para ambos, o relacionamento.
J  Se apesar destes passos, sentir ciúmes estiver fora do seu controlo e lhe provocar um sofrimento prejudicial para si e para ambos, não hesite em conversar com o seu parceiro, assumindo que necessita da ajuda de um profissional.


Amar significa cuidar, respeitar e libertar!
 Estes são os alicerces de uma relação estável e saudável!


Pense nisto!



23 de setembro de 2013

O Poder de um Sorriso

Manuel trabalhava numa empresa de contabilidade há já alguns anos, pessoa de poucas falas, vivia essencialmente para a família e para o trabalho e atualmente atravessava um período conturbado nestas duas áreas fundamentais da sua vida.

Acordava diariamente com uma sensação de cansaço e um semblante franzido.

Quando se olhava no espelho com aquela expressão, pensava: “Bolas, mais um dia de trabalho, mais chatices, uma infinidade de situações difíceis de resolver!” Ao sair de casa, já se arrastava e o que via à sua volta não contribuía em nada para o ajudar. Parecia que o “mundo” estava de costas voltadas para ele.

Um dia, ao acordar, cansado da imagem que via no espelho, resolveu mudá-la e experimentou ... sorrir!

Foi invadido por uma sensação de bem estar e o que via ao espelho agradava-lhe profundamente, parecia que rejuvenescera, sentia-se capaz de enfrentar o mundo!

Saiu de casa e continuou sorrindo,  na rua, no elevador, no trabalho, para os amigos e para os desconhecidos. O mundo que conhecia, transformara-se, estava  mais agradável, até mais divertido! As pessoas sorriam-lhe, tudo lhe parecia mais fácil e diferente!

“Porque vivi sempre tão sisudo? Tanto que perdi!” pensou o Manuel.

E consigo?

Como é que se sente, quando, de manhã se olha ao espelho com uma expressão “testa franzida”? Como lhe corre o dia?

Como é que se sente, quando, de manhã se olha ao espelho e natural ou propositadamente sorri para si? Como lhe corre o dia?

Com que pessoas prefere relacionar-se: as de expressão fechada e franzida ou as que sorriem?


Porquê sorrir?

Uma boa dose diária de sorrisos faz bem à sua saúde, contribui para que estabeleçamos melhores relações sociais e permite-nos projetar uma imagem de bem estar, confiança e competência. Cria empatia, é contagiante, inspiradora e contribui para um ambiente de trabalho mais agradável e produtivo!

Segundo um estudo do Journal of Economy Psychology, as pessoas estão mais dispostas a confiar nos outros quando estes sorriem. O sorriso transmite confiança, sociabilidade e simpatia.

Quando sorrimos, a nossa expressão ilumina-se, tornamo-nos mais atraentes e os outros não nos resistem!

Segundo diversos cientistas é mais fácil sorrir que franzir a testa! Franzir a testa obriga a utilizar um maior número de músculos faciais do que a sorrir.

Para o diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab), Freitas Magalhães, psicólogo, que se dedica ao estudo da expressão facial há mais de 20 anos, autor do livro "A Psicologia do Sorriso Humano", o sorriso “é um íman que aproxima as pessoas e a partilha de emoções e sentimentos positivos”. Quando não exercitamos convenientemente esta função natural, “não nos realizamos em plenitude, pessoal e profissionalmente”.

Um estudo levado a cabo por psicólogos, concluiu que mesmo que forçado, um simples sorriso alivia o stress. Quando se sentir de mau humor, pode de imediato, melhorar esse estado de espírito, obrigando-se a sorrir! Ao sorrir, estimula o seu cérebro a libertar endorfina e serotonina, induzindo uma sensação de conforto e bem estar.

Mesmo em momentos de tristeza, cansaço, ansiedade ou mal-estar, sorrir, fá-lo-á passar uma imagem agradável e positiva aos demais que se refletirá em si, melhorando o seu estado emocional inicial.

Não precisa “abrir” a boca toda para sorrir. Um sorriso com os lábios unidos, sem mostrar os dentes, de acordo com diversos estudos sobre tipos de sorrisos, traduz afetividade, empatia e seduz!

O que está à espera para sorrir?

Comece hoje a transformar o seu mundo!

O seu sorriso fará toda a diferença! Faça dele uma ferramenta de cortesia e o seu melhor cartão de visita!

Comece o seu dia a sorrir!

Faça as seguintes experiências:

Mesmo que se sinta em baixo pela manhã experimente esse sentimento a olhar para o espelho e a sorrir para si.
O que aconteceu?

Acorde os seus filhos a sorrir, saia de casa a sorrir, sorria no elevador, no carro, na fila de trânsito, no posto de combustível, no local de trabalho...
Como se sente? Como correu o seu dia?


Sorria, pela sua vida e pelo seu bem estar!

16 de setembro de 2013

Cruzeiro da Vida


Imagine-se num cais de embarque. 
Tem dois navios, de cruzeiro, à sua escolha que lhe proporcionarão a maior viagem de sempre: A sua Vida!

No primeiro, a partir do momento que embarcar, partirá sem rumo, apenas deixando-se levar ao sabor das marés e dos ventos que encontrar. Desfrutará do ambiente, poderá deixar-se embalar ao sabor das ondas, visitar todos os locais de escala, que encontrar durante a viagem se os encontrar e se assim se proporcionar.

No segundo, ao embarcar, poderá definir o rumo da viagem, ajustando-a ao propósito que pretende que a mesma tenha, efetuando as escalas que entender necessárias para lá chegar. Para tal deverá estar consciente de onde gostaria de ir, e qual a importância que esse destino tem para si. Quais os locais/escalas mais importantes para lá chegar e se na realidade quer mesmo lá chegar.
Garantem-lhe que o rumo a seguir será sempre aquele que decidir e que qualquer alteração pretendida poderá ser efetuada desde que seja significativa para si e para o destino onde pretende chegar.


Qual o cruzeiro mais aprazível para si?

Pense nisso!



Teresa sousa

Bom dia!


12 de setembro de 2013

Sobre ... Locus de Controle

Em latim, a palavra Locus significa lugar e pode ser utilizada em diversos sentidos e para várias áreas como na psicologia, na fonética, na matemática, na genética, etc...
O conceito do Locus de Controle foi formulado em 1966, pelo psicólogo norte-americano Julian B. Rotter, no seu artigo “Psychological Monographs”.

Locus de controle refere-se às crenças que um indivíduo tem sobre os resultados da sua vida, sejam eles sucessos ou fracassos. Em que medida acredita que pode controlar os acontecimentos que o afetam e consequentemente afetam a sua vida.

Pode ser interno (significa que a pessoa acredita que pode controlar a sua vida) ou externo (quando a pessoa acredita que o ambiente, algum poder superior ou outras pessoas controlam as suas decisões e sua vida).

Indivíduos com elevado Locus de controle interno acreditam que os resultados que obtêm vêm de suas próprias ações e do seu comportamento. Agem por conta própria quando têm de lidar com problemas nas mais diversas áreas e entendem o resultado como uma consequência dos seus esforços e competências. Focam-se nos resultados a alcançar e na responsabilidade das sua ações. São, naturalmente, proativos!

Aqueles que possuem um grande Locus de controle externo acreditam que
outras forças, o destino ou o acaso determinam os resultados alcançados na vida. Para estes o seu campo de influência e responsabilidade sobre os acontecimentos e resultados obtidos é mínimo, pois  não se identificam como protagonistas das suas próprias vidas mas apenas como meros figurantes. O governo, as empresas, o chefe e/ou os colegas de trabalho, os filhos ou outros são os responsáveis por tudo o que de bom ou mau lhes acontece.

Tendem assim, a ser reativos e  a assumir o papel de vítimas, tornando-se dependentes de terceiros, para alcançarem os seus objetivos, culpabilizando-os  independentemente da maior, menor ou nenhuma influencia destes nos resultados obtidos!
Podem tornar-se verdadeiros “sugadores de energia” daqueles que fazem parte do seu círculo de relacionamento, exigindo-lhes  soluções, ao invés de as criarem, e cobrando-lhes responsabilidade pelos resultados alcançados.  

Quando o nosso Locus de controle é predominantemente interno, a expetativa com que encaramos a vida e os desafios que esta nos apresenta aumenta, bem como, aumentam também a confiança no nosso potencial para conseguirmos obter êxito e a a probabilidade de, na realidade,  alcançarmos, esse mesmo êxito. 

Quando acreditamos em nós no nosso potencial e responsabilidade para fazer acontecer, a nossa realidade será sempre aquela que criarmos!


Pense nisso!

Teresa Sousa 12/09/2013 


23 de julho de 2013

O Que Fazer para Ultrapassar com Êxito Situações que lhe Escapam do Controlo?

Está a lutar pelos seus objetivos, mas as circunstâncias da vida não lhe têm permitido cumprir com o plano traçado.

A empresa onde trabalha está a atravessar um período conturbado, não sabe se consegue garantir o seu emprego no próximos ano.

Quando menos esperava ficou desempregado(a) e ainda tem a casa e o carro por acabar de pagar.

Atualmente, atravessamos um período conturbado, onde as mudanças são uma constante e a maior parte das vezes, não são expectáveis quer no momento quer na direção em que surgem.

Muitos são os que se encontram, fruto do carácter inesperado destas, bem como, do modo como lidam com as mesmas, em situação de desespero, incerteza, com medo e insegurança quanto ao futuro. Entram em sofrimento, sentem-se perdidos, fracassados e sem perspetivas de ultrapassar com êxito estas situações, que consideram totalmente fora do seu controlo e ação!

Esta perspetiva inviabiliza qualquer plano de intervenção e apoio, conduzindo a dois tipos respostas por um lado a desistência imediata do(s) objetivos, por outo lado a revolta inconsciente cometendo o(s) mesmo(os) erro(s).

Mas, o que fazer para conseguir ultrapassar com êxito uma situação que aparentemente escapa ao nosso controlo?

Mesmo que a vida nos surpreenda com situações inesperadas, fruto da responsabilidade ou ações de terceiros, que aparentemente  parecem escapar ao nosso controlo, temos sempre uma opção de escolha!

Escolha da perspetiva e atitude que vamos adotar!

Quando, aparentemente, não podemos alterar as situações com que nos deparamos, podemos sempre alterar a perspectiva que temos delas, esse é o primeiro passo para as podermos mudar!

A atitude que adotamos perante as adversidades, é o nosso mais forte aliado para as superarmos e alcançarmos os nossos objetivos.  

Não podemos controlar tudo o que nos acontece, mas podemos controlar, o modo como reagimos ao que nos acontece!

Que atitude lhe permitirá ultapassar melhor cada uma das três situações descritas inicialmente?

Ser reativo, vítima dos acontecimentos, focando-se nos problemas, sucumbindo aos sentimentos de medo e frustração e acreditando que perante estes fatores negativos nada há que possa  fazer.

Ser proativo, lutador, encarando a realidade de frente, focando-se na ação e em possíveis soluções, reconhecendo a sua habilidade e capacidade para superar os obstáculos, criando novas circunstâncias e condições para que os acontecimentos sigam a seu favor.

Por muito que as circunstâncias da vida possam variar nós somos os únicos responsáveis pelos resultados que possamos obter!

Por mais adversa que nos possa parecer uma dada situação, a solução/oportunidade para a ultrapassarmos, está bem ao nosso alcance, nós é que podemos não estar a vê-la!

Quando assim for, pare um pouco, reavalie a situação, se necessário observe-a como “outsider”.

Não se deixe levar pelos acontecimentos! Encare as mudanças necessárias como uma aprendizagem e desenvolvimento pessoal!

Uma atitude mental positiva e proativa é favorável à mudança necessária, quando os acontecimentos não correm a favor. Facilita a identificação e eliminação de crenças que não fazem mais sentido e potencia as necessárias para a mudança desejada.

Uma atitude reativa é característica de quem faz sempre as mesmas coisas, percorre os mesmos caminhos e tem horror a mudanças. 

Seja você mesmo a controlar a sua vida, mesmo quando ela o surpreende com adversidades!

J  Nenhuma situação escapa 100% ao nosso controlo, quando pensamos que nada podemos fazer, podemos sempre agir, alterando a perspectiva que temos dela. Esse é o primeiro passo para a mudarmos!
J  Encare as adversidades, com uma atitude mental positiva.
J  Crie as condições para que os seus planos e a sua vida sigam o rumo desejado.
J  Esteja atento a todos os pormenores. Procure garantir o que aparentemente desnecessário é imprescindível!
J  Tenha sempre um plano B.
J  Acredite em si, nos seus objetivos e na sua capacidade para ultrapassar obstáculos e concretizá-los!
J  As oportunidades estão sempre presentes. Esteja atento e crie condições para que as possa identificar e aproveitar!
J  Para obter os resultados esperados por vezes é necessário enfrentar alguns fracassos!
J  Não desanime! 
J  Se necessário, não receie procurar o apoio de serviços e profissionais que o possam acompanhar neste processo de mudança e lhe facilitem uma melhor performance pessoal e/ou profissional. 
J  Mantenha o foco no resultado a alcançar.

25 de maio de 2013

Somos o Que Fazemos ou Fazemos o Que Somos?

O que fazemos, ou os papeis que desempenhamos não definem por si só, o que somos.

Essa é a parte visível do nosso Ser, para muitos uma leitura simples e fácil.

Para além do que fazemos, o que nos define como seres únicos que somos  são os nossos valores, as nossas crenças sob os quais assentam os nossos pensamentos e atitudes, que nos levam a agir do modo como sentimos e interpretamos a realidade, e do rumo que queremos dar à nossa vida.

Mas, nem todos nós temos consciente esta noção de quem somos, onde estamos e  para onde queremos ir, nem tão pouco de qual é o nosso propósito de vida, qualquer caminho nos serve, ficamos vulneráveis ao que nos rodeia e agimos mais, ao “sabor da maré” anestesiados pela brisa que paira no ar, ou empreendemos ações, por força das circunstâncias, que ao invés de nos definirem e/ou serem coniventes connosco nos violentam.

Quantos de nós não resolvemos tirar o curso A ou B, assumir uma posição a favor ou contra, entre outras tantas decisões ou comportamentos, apenas porque vimos outros fazer, sempre fizemos assim, ou até porque é “fashion”.

Quantas vezes não assumiu  papeis, força de circunstâncias, com os quais em nada se identifica, que o fizeram sentir-se permanentemente irritado, transformando o seu comportamento violentando, inconscientemente o seu ser? 

Analise as suas ações, analise até alguns dos hábitos que adquiriu, fruto da repetição dessas ações.

Foram todas conscientes? O que o levou a empreender essas ações? Como se sente ao realizá-las? Serão elas reveladoras do seu ser?

Somos muito mais do que fazemos e nem sempre fazemos o que somos!

Em que medida esta afirmação nos pode ser útil?

Torna-nos mais despertos e confiantes para irmos ao encontro de quem verdadeiramente somos, o que consideramos importante, em que é que acreditamos, o que é que nos move, onde estamos e para onde queremos ir.

Permite-nos conduzirmos a nossa vida empreendendo ações coerentes com a nossa essência que nos torna únicos, ao invés de ações que nos violentem, desviem do nosso caminho e/ou nos tornem iguais aos demais.

Podemos sempre transformar-nos e por extensão, transformarmos a nossa realidade.

Esteja atento aos sinais que o desviam de uma vida de plenitude e harmonia!

J  Sente-se realizado com o que faz?
J  As decisões que toma são conscientes?
J  Qual a importância que têm para si as opções e decisões que toma?
J  O que faz atualmente, provoca-lhe mau estar e revolta?
Já agiu ou age atualmente de modo intempestivo sem que seja essa a sua verdadeira maneira de ser?
J  Encontra-se com frequência em situações involuntárias e desconhecidas?

Sempre que algum deste sinais surgir, permita a si próprio algum tempo de análise e reflexão.

Faça as seguintes perguntas a si mesmo: O que é que realmente faz sentido e é importante para si e para a sua vida? O que veio cá fazer? O que quer cá deixar?

Analise de novo o que faz, porque faz e como faz.

Está a agir de acordo com os seus princípios? As suas ações são coerentes?

O que está disposto a fazer para mudar e passar a agir de acordo com a sua essência?

Um  maior autoconhecimento e consciência, permite-nos compreender melhor a pertinência e congruência dos nossos objectivos e dá-nos um sentido de propósito poderoso para as ações a empreender.

Estas sim serão congruentes e conscientes com o que somos, pensamos e acreditamos!

Assim, não revelamos o que somos apenas pelo que fazemos, mas podemos escolher o que fazemos para ir ao encontro daquilo que somos!

Inspirei-o?

24 de março de 2013

A Importância de Uma Linguagem Positiva e Clara - Mude o seu discurso e transforme a sua vida!


A linguagem que utilizamos, seja ela verbal ou não verbal, tem como principal objetivo a comunicação.

É através da linguagem que criamos, mantemos e reforçamos as nossas relações, transmitimos e partilhamos ideias, pensamentos, refletimos o nosso modo de estar, pensar e agir perante os acontecimentos da vida.

As palavras e frases que utilizamos, para além de extensões do nosso pensamento, são verdadeiros alicerces com os quais vamos construindo a nossa vida!

Com elas, damos voz e empreendemos ações na direção da concretização dos nossos sonhos e da implementação das mudanças pretendidas.

“Diz-me como falas, direi-te que resultados podes obter!” Será assim?

Na realidade a linguagem que utilizamos é responsável pelos resultados que obtemos no decurso da nossa vida. Quanto mais precisa, positiva e clara a mesma for, melhor será a comunicação e o seu resultado.

Maior parte do tempo, achamos tão natural e “banal” o ato de comunicarmos, que o fazemos sem prestarmos atenção às palavras e frases que utilizamos. Fazemo-lo de um modo automático e num registo a que já estamos habituados.

É vulgar recomendarmos aos nossos filhos: “Não mexas nos documentos da mãe!”; “Não subas para as escadas a correr!”

Frequentemente afirmamos para connosco e/ou para com os outros, situações do tipo: “Não quero mais, trabalhar até tão tarde.”; “Não te esqueças do aniversário do Luís.”

O que acontece em todas estas situações?

Exatamente “mais” do comportamento que pretendemos evitar!

O nosso cérebro não entende a negação e assim, ignora a palavra “não”, preparando-se, focando-se para executar o que vem a seguir a esta.

Em diversas situações, no discurso para connosco e para com os outros,  utilizamos expressões como: “vou tentar”, “vou procurar”, “provavelmente”, “acho que”.

Na realidade quando as utilizamos, somos de imediato condicionados por estas, pois para além de ecoarem em nós sob a forma de um sentimento de insegurança, são nos devolvidas, sob a mesma forma, no feedback inerente ao processo de comunicação.

De cada vez que o fazemos afastamo-nos cada vez mais daqueles que são os nossos objetivos.

O uso de uma linguagem negativa, contribui para que, inconscientemente, nos foquemos nos problemas ao invés de nos focarmos nas soluções e que em
vez de nos sentirmos motivados  para ação, nos sintamos inseguros, insatisfeitos, preocupados, desatentos e vulneráveis aos obstáculos.

Esteja atento ao que diz e ao modo como diz!

Adote uma linguagem positiva e clara!

Utilize palavras, frases que expressem exatamente o que pretende alcançar, despertem sentimentos positivos, motivem para ação e contribuam para uma comunicação eficaz.

Qual seria o resultado que obteria se na comunicação com os seus filhos ao invés das recomendações referidas, utilizasse as seguintes:“Maria, tens aqui as tuas peças de Lego para brincares.”; “Pedro, sobe as escadas devagar.”?

E se as afirmações para consigo e/ou para com os outros, se transformassem em: “Quero passar a gerir melhor o meu tempo de trabalho.”; “Lembra-te que hoje é o aniversário do Luís.”?

A sua atenção, a sua mente, o seu discurso e as suas ações, estariam focados para o que na realidade pretendia que acontecesse.

Os resultados? Aqueles que na realidade desejara e planeara!

Mude o seu discurso e obtenha os resultados que deseja!
Como?

J  Comece a ouvir o que diz.
J  Esteja atento às palavras e expressões que utiliza. Se necessário, grave as suas intervenções em apresentações, para que mais tarde as possa ouvir.
J  Sempre que se aperceber que está a utilizar palavras ou expressões negativas e limitadoras, substitua-as por outras.
J  Treine a utilização de um discurso positivo que reflita uma imagem coerente e confiante de si próprio.
J  Certifique-se que as suas palavras e o seu discurso traduzem exatamente o que pretende alcançar.
J  Substitua no seu discurso expressões impositivas do tipo “tenho que”, por expressões afirmativas (quero, pretendo, decido, escolho, ...), que traduzam claramente a sua vontade e o motivem para a ação.
J  Retire o “mas” das suas afirmações. Descredibiliza as mesmas e induz a interpretações dúbias.
J  Esteja atento ao discurso dos outros e afaste-se de pessoas que utilizam predominantemente um discurso negativo.
J  Retire exemplos e relatos de experiências negativas do seu discurso.

22 de janeiro de 2013

O Que Nos Impede de Sermos Bem Sucedidos?


Todos nós temos um potencial imenso, revelador do ser excepcional que somos!

Todos temos capacidade para o aproveitar e sermos bem sucedidos, mas nem sempre assim acontece!

O que nos impede?

O caminho para sermos bem sucedidos, começa em nós. Parte do interior para o exterior e não o contrário.

O tamanho e a qualidade da nossa vida interior não estão limitados pelo tamanho e qualidade da nossa vida exterior, mas o contrário sim.

A verdade é que tudo aquilo que obtemos é um espelho daquilo que somos.

O sucesso pessoal depende, da qualidade das nossas escolhas, da nossa auto-estima, da nossa auto-imagem e dos nossos pensamentos.

A maioria dos nossos limites são impostos por nós!

A falta de objectivos claros e bem definidos conduz a nossa vida ao sabor dos acontecimentos, deixando-nos sempre na incerteza do seu alcance e satisfação. Importa assim, definirmos em primeiro lugar, o que na realidade é importante para nós.

Provavelmente alguns de nós, perante um novo projeto, um novo desafio, tiveram dificuldades em empreender as acções iniciais para arranque do mesmo, pelo facto de se sentirem, como que num mundo desconhecido, apenas pelo facto de não saberem exatamente como fazer.

Tendemos a confundir a possibilidade de concretizarmos os nossos desejos com o facto de não sabemos como o fazer. Pensamos que não somos capazes apenas porque ainda não o fizemos. Subavaliamo-nos, em função de crenças, adquiridas ao longo da infância, que influenciam a nossa auto-estima e o nosso quadro de valores.

Acreditar na viabilidade dos nossos desejos e na nossa capacidade para vencer mesmo em situações adversas, constitui o ponto de partida para a determinação do caminho a seguir no sentido da sua realização.

Nem sempre as respostas que pretendemos surgem com a velocidade e/ou no timing desejado e tendemos a desistir com facilidade.
Não desista perante as adversidades, continue a acreditar em si, aprenda a ser paciente e perseverante, continue com o mesmo empenho e paixão, procure fazer mais e melhor!
O maior dom das pessoas de sucesso é a sua capacidade e persistência para empreenderem ações que lhes permitam ultrapassar as situações adversas!

Bloqueamos muitas vezes, ou desistimos de um projeto, pelo que designamos “estigma do fracasso”.

Não existem erros, não existem fracassos, apenas resultados, aprendizagens que nos permitirão empreendermos as mudanças necessárias e/ou acções de melhoria!
Alguns casos de sucesso que conhecemos, como Belmiro de Azevedo, Manuel Nabeiro, Cristiano Ronaldo, José Mourinho, Steve Jobs, entre outros, resultam de uma enorme vontade, empenho e horas de trabalho testando os limites, empreendendo as mudanças necessárias, sempre no caminho da realização!
Muitos casos de sucesso resultam de erros transformados em mudanças aprendidas!

Sim é possível sermos bem sucedidos!

Depende essencialmente de nós da nossa vontade, persistência, determinação, e capacidade para identificar maus hábitos e  empreender as mudanças necessárias, para o alcance dos nossos objetivos.

O sucesso não é um acidente, nem um momento de sorte!
Constrói-se passo a passo!

J  Defina exatamente o resultado que pretende alcançar.
J  Acredite em si e no seu potencial para alcançar o que deseja e ser bem sucedido!
J  Liberte-se dos seus receios, arrisque e abrace o seu projeto com paixão!
J  Trace um plano!
J  Empreenda ações que acredita originarem os resultados desejados! Se não agir os seus desejos serão sempre sonhos!
J  Seja persistente e determinado.
J  Cumpra as suas promessas.
J  Tenha em mente que, para obter os resultados esperados é necessário por vezes enfrentar alguns fracassos!
J  Não desista perante as adversidades, encare-as como um desafio. Continue com o mesmo empenho e paixão!
J  Esteja disponível para empreender as mudanças necessárias até conseguir os resultados pretendidos.
J  Rodeie-se de pessoas bem sucedidas.