7 de janeiro de 2024

Se eles soubessem o poder que têm…

 

Acordam e saem de casa cabisbaixos, por vezes carrancudos, têm semblante fechado ou amargurado, gesticulam e gritam no trânsito, refilam com o chefe, o trabalho, os colegas, os filhos, corroem-se e corroem os outros, deslizam ao sabor dos acontecimentos amarrotando os sonhos que tinham para realizar, como se a vida fosse um frete a suportar!

Atropelam-se, deprimem-se, fecham-se em si, cobiçam permanentemente o que os outros alcançaram, querem que os outros pensem como eles, agem por medo, criam guerras, estão constantemente em sobressalto.

Se eles soubessem que podem mudar!

Se eles soubessem que podem sorrir, respirar, agradecer o que os trouxe aqui.

Se eles soubessem que podem meditar, ter um pensamento positivo como mote para o seu dia.

Se eles soubessem que têm sempre poder de escolha.

Se eles soubessem que são únicos, que esse é o seu encanto e o seu poder.

Se eles soubessem que podem errar e tivessem a coragem de aceitar que são imperfeitos.

Se eles soubessem que podem correr atrás do que querem ao invés de fugirem do que não querem.

Se eles soubessem o potencial inesgotável que têm e acreditassem em si.

Se eles soubessem que colaborar é bem mais prazeroso e eficaz que competir.

Se eles soubessem que podem amar, que o amor é uma energia poderosa que emana das suas almas, que o amor é o melhor antídoto para a desilusão e para a doença.

Se eles soubessem que podem pedir ajuda sempre que necessitarem e está tudo bem.

Se eles soubessem que ser feliz é uma escolha.

Se eles soubessem que podem, conseguem e merecem concretizar os seus sonhos.

  

Será que querem saber?

Teresa Sousa

teresa.sousa@coachingmais.com


6 de outubro de 2022

Tolerância, a atitude que faz diferença!

 

Lembra-se daquele seu amigo que cada vez que alguém apresenta uma opinião diferente da dele, fica irritado, procura à viva força que a sua seja a única que prevaleça e quando isso não acontece, para além de poder extremar a sua irritação em atos de agressividade, afasta-se do grupo?

E aquela sua amiga, de alguns anos, mas que um dia, quando se recusou, por não concordar com a sua atitude, a acompanhá-la em determinada situação, nunca mais lhe falou e rejeita qualquer tentativa de aproximação da sua parte?

Já lhe aconteceu estar numa fila de supermercado ou em um outro local qualquer e observar que quando surge necessidade de dar prioridade a uma pessoa que realmente necessita, existe alguém que se revolta e tenta a todo o custo impedir que tal aconteça?

Atualmente, muitas pessoas demonstram uma enorme falta de tolerância ao depararem-se com o que é diferente do seu modo de ser e estar!

Agem como “crianças mimadas” criticando severamente quem não pensa como elas, fazendo ofensas protestando e terminando amizades nas redes sociais e sob diversas manifestações públicas!

Atitudes como estas de intolerância, dão origem a diversos conflitos sociais e pessoais, desafiando a harmonia necessária para desfrutar de uma vida equilibrada onde a compreensão o amor e a paz imperem.

Mas afinal do que falamos quando nos referimos a Tolerância?

Oriunda do latim, tolerare, que significa “suportar” ou “aceitar”, entendemos Tolerância como a aceitação e o respeito pela diferença, a aceitação perante o que não podemos impedir ou mudar!

Ser tolerante não significa ceder, mas sim respeitar o direito universal que possuímos para nos expressarmos e vivermos de acordo com as nossas crenças e convicções!

Para consciencializar e alertar a população mundial para a necessidade e importância da aceitação da diversidade cultural, a ONU (Organização das Nações Unidas) implementou o dia 16 de novembro Dia Internacional para a Tolerância.

A prática da Tolerância faz diferença no seu dia-a-dia!

Promove a inclusão, a diversidade e o intercâmbio cultural!

Contribui para maior flexibilidade mental!

Permite discutir ideias, avaliar diversas perspetivas, modos de pensar e assim enriquecer os debates incluindo diversos participantes!

Minimiza a probabilidade de conflitos!

Facilita e enriquece as relações, sejam elas de carácter pessoal ou profissional!

Permite olhar e desfrutar cada dia com maior segurança, confiança e bem-estar

Como desenvolver a Tolerância no dia-a-dia:

Treine mais a sua empatia! Procure colocar-se no lugar, na perspetiva, do outro, vai ajudá-lo, a si, a entender melhor os motivos subjacentes à opinião dele.

Comece a aceitar tudo aquilo que não pode intervir ou mudar!

Aprenda a apresentar as suas ideias, a sua perspetiva de forma assertiva, sem agredir o outro! Comece a treinar em família e/ou com amigos próximos.

Por mais que não concorde, respeite a opinião dos outros! Evita conflitos, desgastantes e desnecessários para todos.

Abrace a diversidade! Por mais que não goste de algo, procure conhecer um pouco melhor, dessa forma pode ter uma segunda opinião sobre isso.

Viaje! Não só promove a sua alegria e bem-estar, como o facto de conhecer novos países permite-lhe uma diferente perspetiva do mundo, maior conhecimento e desenvolvimento de uma atitude positiva e inclusiva sobre diversas culturas.

Leia bastante! A leitura, para além de um excelente passatempo, permite-lhe igualmente viajar, aumentar o seu conhecimento e adotar uma atitude mais tolerante e inclusiva.

Ser Tolerante é entender que algo ou alguém é diferente e está tudo bem assim!

Teresa Sousa

Psicóloga Clínica

Executive Coach

teresa.sousa@coachingmais.com



Editado pela revista Progredir, em Agosto 

http://www.revistaprogredir.com/blog-artigos-revista-progredir/toleranciaa-atitude-que-faz-diferenca



 

Não tente. Faça!

 É comum dizermos "Eu vou tentar", embora nos sintamos impelidos para alguma ação, inconscientemente, descomprometemo-nos de um maior investimento para a sua concretização e subentendemos uma subvalorização da nossa capacidade!

É como se, antes de agirmos, estivéssemos, inconscientemente, a dar uma desculpa a nós próprios pelo facto de não conseguirmos alcançar o que pretendíamos!
Agora, sempre que digo "Eu vou fazer", o compromisso comigo e com os demais é imenso, inconscientemente acredito totalmente na minha capacidade para fazer acontecer e procuro rodear-me do máximo de informação para dar o meu melhor e concretizar! Mesmo que o resultado obtido nessa ação ainda não seja o desejado, os níveis de energia e empenho subjacentes ao impacto interno da expressão "Eu vou fazer", são tão elevados que nos impelem a continuar e só pararmos quando alcançarmos o resultado pretendido!
Pense nisso.
Permita-se!