23 de setembro de 2013

O Poder de um Sorriso

Manuel trabalhava numa empresa de contabilidade há já alguns anos, pessoa de poucas falas, vivia essencialmente para a família e para o trabalho e atualmente atravessava um período conturbado nestas duas áreas fundamentais da sua vida.

Acordava diariamente com uma sensação de cansaço e um semblante franzido.

Quando se olhava no espelho com aquela expressão, pensava: “Bolas, mais um dia de trabalho, mais chatices, uma infinidade de situações difíceis de resolver!” Ao sair de casa, já se arrastava e o que via à sua volta não contribuía em nada para o ajudar. Parecia que o “mundo” estava de costas voltadas para ele.

Um dia, ao acordar, cansado da imagem que via no espelho, resolveu mudá-la e experimentou ... sorrir!

Foi invadido por uma sensação de bem estar e o que via ao espelho agradava-lhe profundamente, parecia que rejuvenescera, sentia-se capaz de enfrentar o mundo!

Saiu de casa e continuou sorrindo,  na rua, no elevador, no trabalho, para os amigos e para os desconhecidos. O mundo que conhecia, transformara-se, estava  mais agradável, até mais divertido! As pessoas sorriam-lhe, tudo lhe parecia mais fácil e diferente!

“Porque vivi sempre tão sisudo? Tanto que perdi!” pensou o Manuel.

E consigo?

Como é que se sente, quando, de manhã se olha ao espelho com uma expressão “testa franzida”? Como lhe corre o dia?

Como é que se sente, quando, de manhã se olha ao espelho e natural ou propositadamente sorri para si? Como lhe corre o dia?

Com que pessoas prefere relacionar-se: as de expressão fechada e franzida ou as que sorriem?


Porquê sorrir?

Uma boa dose diária de sorrisos faz bem à sua saúde, contribui para que estabeleçamos melhores relações sociais e permite-nos projetar uma imagem de bem estar, confiança e competência. Cria empatia, é contagiante, inspiradora e contribui para um ambiente de trabalho mais agradável e produtivo!

Segundo um estudo do Journal of Economy Psychology, as pessoas estão mais dispostas a confiar nos outros quando estes sorriem. O sorriso transmite confiança, sociabilidade e simpatia.

Quando sorrimos, a nossa expressão ilumina-se, tornamo-nos mais atraentes e os outros não nos resistem!

Segundo diversos cientistas é mais fácil sorrir que franzir a testa! Franzir a testa obriga a utilizar um maior número de músculos faciais do que a sorrir.

Para o diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab), Freitas Magalhães, psicólogo, que se dedica ao estudo da expressão facial há mais de 20 anos, autor do livro "A Psicologia do Sorriso Humano", o sorriso “é um íman que aproxima as pessoas e a partilha de emoções e sentimentos positivos”. Quando não exercitamos convenientemente esta função natural, “não nos realizamos em plenitude, pessoal e profissionalmente”.

Um estudo levado a cabo por psicólogos, concluiu que mesmo que forçado, um simples sorriso alivia o stress. Quando se sentir de mau humor, pode de imediato, melhorar esse estado de espírito, obrigando-se a sorrir! Ao sorrir, estimula o seu cérebro a libertar endorfina e serotonina, induzindo uma sensação de conforto e bem estar.

Mesmo em momentos de tristeza, cansaço, ansiedade ou mal-estar, sorrir, fá-lo-á passar uma imagem agradável e positiva aos demais que se refletirá em si, melhorando o seu estado emocional inicial.

Não precisa “abrir” a boca toda para sorrir. Um sorriso com os lábios unidos, sem mostrar os dentes, de acordo com diversos estudos sobre tipos de sorrisos, traduz afetividade, empatia e seduz!

O que está à espera para sorrir?

Comece hoje a transformar o seu mundo!

O seu sorriso fará toda a diferença! Faça dele uma ferramenta de cortesia e o seu melhor cartão de visita!

Comece o seu dia a sorrir!

Faça as seguintes experiências:

Mesmo que se sinta em baixo pela manhã experimente esse sentimento a olhar para o espelho e a sorrir para si.
O que aconteceu?

Acorde os seus filhos a sorrir, saia de casa a sorrir, sorria no elevador, no carro, na fila de trânsito, no posto de combustível, no local de trabalho...
Como se sente? Como correu o seu dia?


Sorria, pela sua vida e pelo seu bem estar!

16 de setembro de 2013

Cruzeiro da Vida


Imagine-se num cais de embarque. 
Tem dois navios, de cruzeiro, à sua escolha que lhe proporcionarão a maior viagem de sempre: A sua Vida!

No primeiro, a partir do momento que embarcar, partirá sem rumo, apenas deixando-se levar ao sabor das marés e dos ventos que encontrar. Desfrutará do ambiente, poderá deixar-se embalar ao sabor das ondas, visitar todos os locais de escala, que encontrar durante a viagem se os encontrar e se assim se proporcionar.

No segundo, ao embarcar, poderá definir o rumo da viagem, ajustando-a ao propósito que pretende que a mesma tenha, efetuando as escalas que entender necessárias para lá chegar. Para tal deverá estar consciente de onde gostaria de ir, e qual a importância que esse destino tem para si. Quais os locais/escalas mais importantes para lá chegar e se na realidade quer mesmo lá chegar.
Garantem-lhe que o rumo a seguir será sempre aquele que decidir e que qualquer alteração pretendida poderá ser efetuada desde que seja significativa para si e para o destino onde pretende chegar.


Qual o cruzeiro mais aprazível para si?

Pense nisso!



Teresa sousa

Bom dia!


12 de setembro de 2013

Sobre ... Locus de Controle

Em latim, a palavra Locus significa lugar e pode ser utilizada em diversos sentidos e para várias áreas como na psicologia, na fonética, na matemática, na genética, etc...
O conceito do Locus de Controle foi formulado em 1966, pelo psicólogo norte-americano Julian B. Rotter, no seu artigo “Psychological Monographs”.

Locus de controle refere-se às crenças que um indivíduo tem sobre os resultados da sua vida, sejam eles sucessos ou fracassos. Em que medida acredita que pode controlar os acontecimentos que o afetam e consequentemente afetam a sua vida.

Pode ser interno (significa que a pessoa acredita que pode controlar a sua vida) ou externo (quando a pessoa acredita que o ambiente, algum poder superior ou outras pessoas controlam as suas decisões e sua vida).

Indivíduos com elevado Locus de controle interno acreditam que os resultados que obtêm vêm de suas próprias ações e do seu comportamento. Agem por conta própria quando têm de lidar com problemas nas mais diversas áreas e entendem o resultado como uma consequência dos seus esforços e competências. Focam-se nos resultados a alcançar e na responsabilidade das sua ações. São, naturalmente, proativos!

Aqueles que possuem um grande Locus de controle externo acreditam que
outras forças, o destino ou o acaso determinam os resultados alcançados na vida. Para estes o seu campo de influência e responsabilidade sobre os acontecimentos e resultados obtidos é mínimo, pois  não se identificam como protagonistas das suas próprias vidas mas apenas como meros figurantes. O governo, as empresas, o chefe e/ou os colegas de trabalho, os filhos ou outros são os responsáveis por tudo o que de bom ou mau lhes acontece.

Tendem assim, a ser reativos e  a assumir o papel de vítimas, tornando-se dependentes de terceiros, para alcançarem os seus objetivos, culpabilizando-os  independentemente da maior, menor ou nenhuma influencia destes nos resultados obtidos!
Podem tornar-se verdadeiros “sugadores de energia” daqueles que fazem parte do seu círculo de relacionamento, exigindo-lhes  soluções, ao invés de as criarem, e cobrando-lhes responsabilidade pelos resultados alcançados.  

Quando o nosso Locus de controle é predominantemente interno, a expetativa com que encaramos a vida e os desafios que esta nos apresenta aumenta, bem como, aumentam também a confiança no nosso potencial para conseguirmos obter êxito e a a probabilidade de, na realidade,  alcançarmos, esse mesmo êxito. 

Quando acreditamos em nós no nosso potencial e responsabilidade para fazer acontecer, a nossa realidade será sempre aquela que criarmos!


Pense nisso!

Teresa Sousa 12/09/2013