24 de maio de 2017

Pense nisso...

O Anel

Certo dia, um aluno foi pedir conselhos para seu professor.
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois.
E fazendo uma pausa falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.
- C...Claro, professor - gaguejou o jovem. Mas se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele.
Só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a joia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos.
Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas foi impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante, meu jovem - contestou o professor sorridente - devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, que não posso dar mais que 61 moedas de ouro pelo anel.
- 61 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 80 moedas, mas se a venda é urgente.
O jovem correu emocionado até a casa do professor para contar o que ocorreu.
- Sente-se - disse o professor. E depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou disse:
- Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um poderia descobrir o seu verdadeiro valor? - e dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.
- Todos somos como esta joia: valiosos e únicos; e a primeira pessoa que deve reconhecer esse valor é você mesmo.
Retirado da Internet - Fonte desconhecida

22 de fevereiro de 2017

Aproveite o melhor da vida, ela é única!


Imagine que está a gozar uma viagem única.

No regresso, quando está a fazer check-in no aeroporto, comunicam-lhe que o seu voo fará um percurso diferente do inicialmente definido e efetuará escala extra, numa outra cidade. Oferecem-lhe, além de uma compensação monetária, uma refeição, dormida e tour citadino.  

Como reagiria?

A-   Apesar da alteração em questão e de algum transtorno que a mesma pudesse acarretar, valorizava o facto de ter oportunidade de conhecer uma outra cidade de forma gratuita e continuava a desfrutar da viagem, aproveitando ao máximo o imprevisto.

B-   Ficava irritado e pensava de imediato que a viagem em questão havia sido um erro, que viu logo que a companhia aérea contratada, não era de confiança, que a visita a esta cidade ia ser um frete e possivelmente até iria implicar um atraso no regresso à sua vida pessoal e profissional.

Qual o sentimento no final da viagem, em cada uma das reações descritas?

Alguma delas contribuiu para evitar o diferente percurso de voo e a escala extra em questão?

Que reação permitiu tirar maior proveito desta viagem?

Agora olhe para a sua vida, também ela é uma viagem, uma experiência única!

Como a tem aproveitado? 

O que acontece quando passamos a vida a reclamar, amargurados e sem motivos para sorrir? 

Passamos (tal como na reação B supracitada), pela vida infelizes, sem apreciar o que de melhor ela tem para nos oferecer, cansados do desgaste físico e psicológico que a nossa atitude de crítica destrutiva permanente implica e que em nada contribui para melhorar qualquer que seja a situação por que estejamos a passar. 

Perdemos um rol de oportunidades fantásticas, tão perto de nós e óbvias, mas que o nosso foco permanente na insatisfação não nos permite aproveitar, nem tão pouco detetar. 

Semeamos, mal-estar e negatividade à nossa volta, colhemos afastamento e isolamento. 

O desgaste físico e psicológico interferem com o sistema imunológico o que nos deixa muito mais vulneráveis sob o ponto de vista de saúde. 

Terminamos a viagem sofridos e frustrados por não a termos aproveitado!  

Somos recordados como pessoas fracas, pela sua incapacidade de fazer algo para mudar, rezingonas, que reclamavam de tudo e de todos, amarguradas, com as quais era muito difícil estar, pela “onda” de negatividade que transmitiam e pelo mal-estar que faziam sentir.  

O que acontece quando revertemos esta atitude, energia e tempo gastos a reclamar e criticar, para ações que nos permitam apreciar e aproveitar a grandiosidade da vida?   

Começamos a perceber que podemos e temos capacidade para mudar e desfrutar de todas as situações com que a vida nos surpreende, mesmo as mais adversas! Que podemos sempre escolher a perspetiva e atitude com que as interpretamos e que essa escolha determina o papel e impacto que as mesmas vêm a ter no nosso percurso, na nossa viagem. 

Mesmo nas adversidades se acreditarmos e agirmos no sentido da sua resolução e dos nossos objetivos, ao invés de gastarmos energia e tempo a reclamar ou a “enfiar a cabeça na areia”, obtemos melhores resultados e sentimo-nos mais satisfeitos, confiantes e com vontade de sorrir e celebrar. 

Percebemos que a vida, independentemente do nosso género, nacionalidade e estrato socioeconómico é uma experiência e uma viagem única. Que o facto de a podermos usufruir é um privilégio e um motivo para agradecermos e celebrarmos! 

Em cada despertar somos agraciados com mais um dia nesta viagem! 

Esta perspetiva proporciona-nos um bem-estar imenso, que se traduz num equilíbrio ao nível da saúde e desperta sentimentos positivos que se refletem em amor e respeito pelo que fazemos e por todos os que nos rodeiam.  

Semeamos amor, tranquilidade, harmonia, confiança, otimismo, acolhimento e respeito, colhemos admiração, respeito, amor, disponibilidade e dedicação.  

A viagem termina serena, sem arrependimentos, com muita satisfação e gratidão pela experiência vivida. 

Quer experimentar? 

Escolha uma situação do seu quotidiano 

Adote a perspetiva B, registe os seus sentimentos, a sua expressão durante a vivência desta perspetiva. 

Agora faça o contrário, adote a perspetiva A e proceda aos mesmos registos 

Que diferenças encontrou? O que retira da experiência? 

O que espera para mudar? 

A vida é um sopro, não perca tempo amargurado e a reclamar, aprecie a viagem, aproveite o melhor de cada momento! 

Aproveite a sua Vida, ela é única! 

Mude de atitude! Você pode sempre escolher! 

Comece devagar e vá progredindo passo a passo.  

Proponho-lhe um desafio: 

J  Passe um dia por semana sem reclamar. Registe como correu o dia. Logo que se sinta com vontade, aumente para 2 ou 3 dias até perfazer uma semana.

J  Comece a apreciar as pequenas situações positivas do seu dia-a-dia, anote-as, diariamente (ex: estou grato por…, agradeço por…),pelo menos 1 a 3 coisas positivas que lhe tenham sucedido. Crie o seu livro ou outro objeto (por ex: um pote ou uma caixa) da gratidão. Guarde-o num local de fácil acesso. No final de cada semana consulte-o.


J  Ainda no final de cada semana, faça um balanço da introdução destas 2 pequenas mudanças na sua vida. O que retira?

Editado em: http://healthadvisor.pt/2017/03/17/aproveite-o-melhor-da-vida-ela-e-unica/





27 de dezembro de 2016

Reaprenda a viver!


Miguel trabalhou durante vários anos como diretor comercial numa grande empresa do sector farmacêutico, mas o seu sonho sempre foi ter a sua empresa no ramo da distribuição de produtos alimentares tradicionais. Há 10 anos atrás resolveu correr atrás deste sonho e investir num espaço disponível no bairro onde residia. Os resultados não foram favoráveis e o Miguel ao sentir-se pressionado pelas obrigações fiscais e financeiras, acabou por encerrar o negócio.

Após este desfecho, os estudos dos filhos e a doença prolongada dos pais exigiram-lhe uma maior assistência à família levando-o a colocar em “standby” o planeamento de novas ações para a concretização do seu sonho.

Hoje com 57 anos, ao olhar para si, Miguel sente-se desanimado, sem valor e envelhecido, como se tivesse perdido “o comboio” da vida e a vontade de voltar a investir em si.
Um dia ao final da tarde em conversa com um colega de café, o Fonseca, um indivíduo “bem parecido” de 63 anos, dinâmico e empreendedor, desabafa o seu mal estar.

Fonseca escuta-o atentamente e no final diz-lhe o seguinte:

Caro Miguel, compreendo o que estás a sentir. Permite-me um pequeno à parte: Tens uma nota de 20€ que me emprestes?

Miguel olhou-o um pouco atordoado, mas anuiu e tirou do bolso a única nota que possuía naquele momento e que por sinal era de 20€ e estava como “nova”.

Grato Miguel! Retorquiu o Fonseca.

Logo de seguida e perante o ar atordoado de Miguel, Fonseca amachuca o mais que pode a nota e não satisfeito ainda a atira para o chão e espezinha-a umas tantas vezes sem dó! De seguida pega na nota e pergunta a Miguel:
Queres ficar com ela assim ou posso guardá-la no meu bolso?

Eh pá! Estás maluco ou quê Fonseca? Eu preciso dessa nota para ir ao sapateiro buscar os sapatos da Rita que estão a arranjar!
Precisas Miguel? Mas ela está tão… como direi amarrotada, amachucada…
Certo Fonseca, mas estão na mesma aí 20€! Amachucada ou direita tem na mesma o seu valor! As voltas que ela deu não lhe retiraram o que ela mesma vale. Tomara eu, neste momento, ter comigo um monte delas todas amolgadas.
Ah sim, Miguel? Estou surpreso! Permite-me que te pergunte: E tu? E contigo?
Comigo o quê Fonseca?

Sim contigo, começaste por me desabafar o quanto te sentes espezinhado pelas vicissitudes da vida (tal como esta nota) e o quanto te sentes desanimado e sem valor, mas afinal para onde foi o mais importante de ti, do valor que referes ter perdido? Queres pensar nisso?

Miguel ficou colado à mesa do café, atordoado com as perguntas de Fonseca. Após alguns segundos, levanta-se energicamente e despede-se dizendo:

Eh pá ó Fonseca, grato! Muito grato pelo que acabas de me perguntar. Só agora acordei verdadeiramente! Tenho de ir, sinto que estou de volta e mais forte que nunca! Aliás sempre estive! Eu é que não percebi antes! Tenho uma vida à minha espera e sou eu quem a vai delinear!

E consigo? Quanto é que, tal como o Miguel, se sente “amarrotado” e desanimado por tudo o que já viveu?

Para onde pensa que foi o seu valor, a sua força?

Lembra-se do entusiasmo, paixão e determinação que o caracterizavam nos seus tempos de juventude? Onde estão?

Será que é pelo facto de os anos terem passado e ao olhar no espelho e ver um adulto de expressão sisuda, cansada e desanimada pela vida que eles já não existem?

Desengane-se! Não olhe nem procure a força no exterior!

Procure-a dentro de si!

Você é muito mais do que o impacto das amolgadelas da vida, do que o corpo que lhe foi emprestado para viver entre os demais! Esse sim pode ficar “amarrotado” mas o melhor de si, o seu Ser em nada será abalado, está bem “protegido”, continuará a ser a fonte do seu sucesso na vida e jamais se extinguirá.  

Ele é a sua essência e perdurará no sempre!

Resgate a paixão, o valor e a força que o caracterizam!
Viva com entusiamo e determinação qualquer que seja o período da vida em que se encontra!


J  Desenvolva a sua capacidade de autoanálise e autoconhecimento.

J  Acredite e confie em si e nas suas capacidades

J  Aproveite todas as dificuldades para evoluir e introduza as palavras “sim é possível; sim eu vou conseguir” no seu vocabulário.

J  Apaixone-se por tudo o que faz e por todos o que o rodeiam

J  Seja autêntico e fiel aos seus valores

J  Tenha sempre presente o seu sentido e missão de vida

J  Se necessário, reequacione as suas prioridades

J  Valorize e seja grato por tudo o que tem

J  Valorize-se como pessoa

J  Experimente o seguinte: Sente-se num lugar tranquilo, respire fundo e feche os olhos. Recorde-se de momentos da sua vida caracterizados por resultados positivos, fruto da paixão, força e empenho com que lutava pelos seus objetivos. “Transporte-se” para um desses momentos em plenitude. Viva esse momento com a mesma intensidade. O que retira da experiência?

J  Lembre-se: Você é muito mais do que o seu corpo, o momento que está a viver e o papel que desempenha

Pense nisso!